sábado, 20 de setembro de 2014

Entrevista para o Jornal "A TARDE" de São Salvador da Bahia no Brasil

Fui entrevistado para o jornal A TARDE de São Salvador da Bahia. Falou-se de crianças que protegem os pais. A coisa não correu exatamente bem, pois ao longo do texto sou um personagem que não conheço (Fernando Ferreira) e existem muitas informações contrastantes com o que eu disse na entrevista onde frizei que existe uma clara diferença entre parentificação e apoio a um pai ou mãe que precisam de ajuda, entre outras. Não obstante os ruídos da tradução, agradeço o interesse do Jornal e espero que possam continuar a reflectir sobre estes temas, melhorando a exactidão.



Para mais esclarecimentos sobre o tema podem ler isto que escrevi em tempos:
http://oficinadepsicologia.com/quando-os-filhos-casam-com-os-pais

segunda-feira, 3 de março de 2014

Lançamento de livro: "A criança como recurso Terapêutico"

A criança como recurso terapêutico é um livro fundamental para todos os profissionais da saúde, da educação e da intervenção social que se ocupem de crianças, adolescentes e de famílias.
É também dirigido para as famílias que aqui encontrarão sugestões criativas para compreender melhor as suas crianças. 
Para além de ser um manual que ajuda a compreender e transformar os sintomas e dificuldades das crianças, este livro é sobretudo um testemunho da experiência profissional de um dos Terapeutas Familiares mais consultados e com trabalho desenvolvido em várias partes do mundo. 
Baseado numa abordagem da criança que a coloca na posição de observadora competente das relações familiares, o autor sugere-nos com uma eloquência muito prática que os sintomas infantis aliviam quando os adultos lhe reconhecem mais recursos do que dificuldades.
Inspirado pelos seus mestres, também eles personalidades conceituadas na área da intervenção familiar e psicologia sistémica, tais como Salvador Minuchin, Murrey Bowen e Karl Whitaker, entre outros, Maurizio Andolfi tem uma visão e abordagem únicas da criança e da família, estabelecendo sempre e em primeiro lugar contacto com o mundo criativo dos mais pequenos, que considera prenhe de recursos, que os adultos, por excesso de seriedade ou receio de mudança, tendem a perder.
O autor mostra, ao longo do livro, como coloca a criança no centro, não do problema, mas da competência para pensar sobre ele, considerando-a como consultora ou co-terapeuta. Desta forma se pode activar todo um sistema de ajuda, em que o sintoma ajuda a criança a trazer a família à terapia e a criança ajuda o terapeuta a conhecer e transformar a família.
Ao longo de uma série de sessões clínicas extraídas de gravações vídeo realizadas com famílias de vários cantos do mundo, o autor vai-nos guiando, através do diálogo com a criança, pela história da família. O autor ensina-nos com mestria e genialidade que um sintoma infantil assume uma função específica na família e que a partir do momento em que esta fica mais clara para a criança esta poderá "autorizar" o sintoma a sair.

Andolfi transmite ainda de forma lúdica e acessível as técnicas da psicologia relacional sistémica que permitem ter a visão global do problema para preparar uma intervenção mais ampla e eficaz. As perguntas circulares, o uso da personalidade do terapeuta como instrumento de avaliação e diagnóstico das relações familiares, o uso das metáforas e do jogo em sessão, a inversão de papéis, entre outras, permitem ao técnico a agilidade necessária para mudar não só a criança como toda a família.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

http://lynnforbessculpture.net/
O Ciúme


Outra vez aquela coisa avassaladora de perda de mim mesmo.
Ela foi ter com os amigos, e estava tudo tão bem…
Despediu-se com muitas saudades e eu também. Era a primeira vez que nos separávamos desde há uns bons tempos, na qualidade de ser ela a ir embora. 
Chegou à noite e foi bom. Despedimo-nos com um bom beijo no meio da tosta que ela comia antes de ir dormir. 
Acordou no dia seguinte com saudades e eu também. Disse-lhe que tinha acordado com a sua camisa de noite enrolada nos meus ouvidos e ela disse que o devia repetir. Sabia-lhe bem. Isto foi ontem.
Era ontem também que ela ia jantar com os amigos. Eu tinha medo que ali ela se perdesse. È um medo constante…
Arranjei maneira de me distrair e então a Teresa veio jantar comigo.
...
Falámos ao telemóvel ao fim da tarde… queria enroscar-se comigo. Eu também.
O telemóvel dela não tinha bateria, ficámos de nos falar mais tarde na noite, através do telefone da amiga. Ficámos. Mas já não foi esse o tom quando liguei à meia-noite.
Estive a noite toda a pensar que queria ligar, mas também queria dar espaço àquele movimento difícil… sabermos estar sozinhos.
Era bom pensar que o podíamos fazer para depois nos encontrarmos de novo no ninho das saudades. Mas tudo se transforma tantas vezes.
Disse-me que devia ter ligado antes e acusou-me de estar sozinho com a Teresa quando antes eu tinha dito que o Jorge talvez aparecesse. 
Era um tom de morte.
Já não descontraí. O jantar dela tinha acabado num bar onde se encontrava agora com uma amiga mulher e dois colegas homens. Informação dilacerante. È agora que se vai apaixonar por outro. Por acaso ou por vingança, vai apaixonar-se.
“isto vai desligar-se, falamos amanhã”. Morri.
Não sei o que se passou a seguir, em principio nada de especial, ou tudo certamente.
Vazio. Ardor. Rasgo-me. 
Traímo-nos a nós mesmos por mais uma vez não conseguirmos resistir ao medo.
Hoje ela volta para casa. Perguntei-lhe se estava zangada comigo. Disse que não mas tinha que ir. Frio.
Estou eu zangado com os dois de nós. Gostava de dormir só mais um bocadinho.
Traí o meu sono que era denso e o coração bate-me como eu não queria.

Quem dera um dia a gente voltasse a saber voltar um pró outro.

Não deixe que o medo lhe rasgue as costuras do ser. A expressão emocional é a melhor prevenção contra a solidão e o ruído no casal. Experimente e experimente-se. Se tiver problemas, não desista. Não está sozinho. Não está sozinha. Não estão sozinhos. Peçam ajuda.


terça-feira, 25 de junho de 2013

Write View
     
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FOI NA FÁBRICA DO BRAÇO DE PRATA, a 6 DE JUNHO, a partir das 17h, que se deu o lançamento da ASSOCIAÇÃO CASA ESTRELA DO MAR, o NOVO CENTRO TERAPÊUTICO PARA ADOLESCENTES E FAMÍLIAS.


Esta iniciativa visou a angariação de fundos para a construção do novo centro terapêutico para adolescentes e famílias de Lisboa.

O programa das actividades contou com a participação do Prof. Dr. Daniel Sampaio, da Profª. Drª Margarida Gaspar de Matos e do Prof. Nuno Nabais, no debate sobre "Adolescência: Problema ou Solução?". A noite foi recheada com petiscos Pêra Doce e contou também com a actuação musical do grupo MXM e uma série de convidados especiais, entre eles: Mick Trovoada, Manu Teixeira e Ricardo Pinto. 

Procurando estimular as competências dos adolescentes, aliando-se às famílias, em parceria com as escolas e ao lado dos professores, a Associação Casa Estrela do Mar oferece uma resposta terapêutica inovadora, acessível e de qualidade aos desafios que os adolescentes hoje encontram na sua relação com eles próprios, com os pares, com a família, com a escola e a comunidade. 

A Câmara Municipal de Lisboa já reconheceu a importância da Casa Estrela do Mar, estabelecendo um protocolo que permitiu a cedência de um espaço para a sede das actividades. Agora contamos com a sua ajuda para que possamos por em prática o nosso projecto. 

Saiba como participar em www.casaestreladomar.pt ou em https://www.facebook.com/pages/Associação-Casa-Estrela-do-Mar/

quinta-feira, 26 de julho de 2012


A Casa Estrela do Mar está prestes a ter uma sede em Lisboa e trabalhará em proximidade com juntas de freguesia, escolas secundárias e outras instituições das zonas de Benfica, Carnide e São Jorge de Arroios. Terá o apoio logístico da Câmara Municipal de Lisboa. 


A Casa Estrela do Mar (C.E.M.) é uma associação dirigida aos adolescentes com perturbações psicológicas de gravidade moderada e suas famílias. Este projeto desenvolve-se a partir de uma abordagem multi-sistémica que envolve a intervenção nos vários sistemas que contextualizam a vida do adolescente - família, amigos, escola, professores, comunidade - e o uso de um conjunto de técnicas psicoterapêuticas empiricamente suportadas para o tratamento de perturbações do comportamento, delinquência,  bullying, depressão, entre outros.
O modelo de intervenção da Casa Estrela do Mar tem como características únicas os programas terapêuticos acessíveis para uma desinstitucionalização sustentável, as intervenções multi-familiares, a expressão pelas artes e o teatro para o treino das competências pessoais e sociais, a rentabilização dos recursos existentes na comunidade, a estreita ligação às escolas para uma capacitação eficaz na identificação, avaliação e resolução/sinalização de problemas do foro psicológico, a aposta numa séria articulação entre a escola e a família, a componente de supervisão e formação dos professores nas vertentes que os próprios consideram mais necessárias e a exploração de formas criativas de comunicação e dos processos de mudança positiva em psicoterapia, através da partilha das emoções e da estimulação das competências criativas dos adolescentes.
O modelo inovador de intervenção destina-se a um leque diversificado de indivíduos, casais e famílias que não conseguem encontrar resposta adequada nos serviços disponíveis e conta com uma equipa interdisciplinar, constituída por profissionais qualificados e experientes nas áreas da psicologia da criança, do adolescente e do adulto, psiquiatria, terapia familiar, sociologia, teatro, intervenção social e comunitária, terapia da fala. Os membros desta equipa técnica estão também certificados para realizar formação nestas áreas.

Está em curso a elaboração do protocolo de colaboração entre a C.E.M. e o Hospital de Santa Maria.
A C.E.M. tem a coordenação científica do Professor Doutor Daniel Sampaio e da Professora Doutora Margarida Gaspar de Matos.